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MÁQUINA PARA TELHA ECOLÓGICA DE CONCRETO



DADOS TÉCNICOS
DIMENSSÕES: 50X25 cm
ÁREA EFETIVA:40X20 cm
TELHAS /m2:12.5
PESO DAS TELHAS: 3.5 Kg
PESO POR m2: 43,75 Kg/m2
TELHAS POR METRO LINEAR-2.5 TELHAS
CONDUTIVIDADE TÉRMICA : 0.5 watt/mºC
RESISTÊNCIA A FLEXÃO: MAIS DE 60 Kg
RESISTÊNCIA A IMPACTO: ESFERA DE 250g A UMA ALTURA DE 300 mm
PRODUÇÃO HOMEM/ DIA 220 TELHAS x 1 HOMEM x 8 HORAS/DIA
CONSUMO APROXIMADO DE CIMENTO P/TELHA DE 0,600 a 0.800 Kg
CONSUMO APROXIMADO DE AREIA P/TELHA: 1.6 Kg
RENDIMENTO POR SACO DE CIMENTO (50 Kg): 80 TELHAS MÍNIMO, 85 TELHAS MÁXIMO
INCLINAÇÃO MÍNIMO 35%
  








José Roberto Bezerra Silva

Contatos:
zrobertotijoloecologico@gmail.com

TIM--83-9970-O698
VIVO83-8179-0698











A ecotecnologia é uma ciência aplicada, que integra os campos de estudo da ecologia e tecnologia. Destina-se a satisfazer as necessidades humanas, minimizando o impacto ambiental através do conhecimento das estruturas e processos dos ecossistemas e da sociedade. Consequentemente são consideradas ecotecnologias aquelas técnicas que minimizam os danos aos ecossistemas, promovendo o desenvolvimento integral e sustentável, com uma orientação de minimizar ou prevenir impactos.

As ecotecnologias implicam em ferramentas tecnológicas que oferecem vantagens ambientais sobre suas contrapartes tradicionais. Buscam reproduzir processos naturais que possam ser utilizados para a minimização dos impactos causados pelas atividades humanas. As Ecotecnologias também se caracterizam pela abordagem holística dada à solução dos problemas que ameaçam a sustentabilidade de um ecossistema e em termos gerais procura-se que sejam técnicas simples e baratas de forma que sua apicação se torne simples e duradoura.

SAIBA MAIS:

Organização do trânsito em Orobó

O trânsito, enfim, vai ser organizado de forma organizada. Parece meio confuso (organizar de forma organizada), mas é dessa forma que o trânsito está sendo encarado. Até que enfim.

Saiba mais

Tributo a Dr.José Geraldo Távora




O Magnata chefe,que é o Presidente Lula,está querendo tomar a vaga,do MAGNATA DE OROBÓ, GERALDO RAMOS, na casa do Big Brother.

Mosca negra surge em lavouras do Estado e assusta produtores

Timbaúba é o município pernambucano mais atingido pela praga; as outras cidades onde foi detectada a presença da mosca são Bom Jardim, Macaparana, Machados, Orobó e São Vicente Férrer
Da Redação do pe360graus.com




Um inseto pequeno, difícil de ver, tem causado muita dor de cabeça para os produtores. É a mosca negra. Ela ataca pés de laranja e de outras frutas e provoca muito prejuízo. O inseto chegou a destruir lavouras inteiras na Paraíba e, em Pernambuco, recentemente, foi localizado em alguns municípios.

Timbaúba é o município pernambucano mais atingido pela praga. Lá a mosca negra já foi encontrada em 71 propriedades. Os outros municípios do Estado onde técnicos detectaram a presença da mosca são Bom Jardim, Macaparana, Machados, Orobó e São Vicente Férrer, todos perto da divisa com a Paraíba, onde a praga já destruiu plantações praticamente inteiras e de onde Pernambuco não está recebendo frutas sem certificado de origem desde fevereiro.

Em Pernambuco, a maior parte das áreas atingidas fica na zona urbana. A mosca negra pode ser identificada observando-se detalhes nas árvores hospedeiras.

"Basta dar uma olhada na parte inferior do tronco. Elas põem ovos em forma de espiral, isso é característico", explica o técnico agrícola Jairo Almeida.

A mosca não causa mal à saúde do ser humano, mas destrói as plantas. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) capacitou técnicos, contratou mais 28 e montou armadilhas em vários pontos.

"As armadilhas são adesivos amarelos (foto 2). A cor atrai a mosca negra. Todo inseto que encostar fica preso, para nós fazermos a contagem. Encontramos ovos. Agora queremos saber o índice de infestação, saber se o tratamento com inseticida está dando resultado", afirma o engenheiro agrônomo e fiscal da Adagro, Gildo Gouveia.

A Adagro identificou 116 propriedades pernambucanas prejudicadas pela mosca negra. Montou 24 barreiras fitossanitárias, onde as frutas são inspecionadas, para evitar que a praga se alastre, inclusive para o Sertão.

"A Adagro está fazendo o controle de todo o trânsito de frutos que saem daqui para outras áreas. Está proibido o trânsito de frutos hospedeiros do Vale do Siriji para outras áreas do Estado", orienta a gerente geral da Adagro, Erivânia Camelo.

O telefone de informações da Adagro é o 0800.081.1020.

Orobó tem Academia das Cidades e, em breve,estrada para Machados

No município de Orobó, o governador Eduardo Campos inaugurou mais uma Academia das Cidades nessa segunda-feira (04/05). Para a construção, foram investidos R$ 393.377,00. O espaço conta com um pista de cooper, corredor de exercícios, mesa de jogos, playground, quadra esportiva e um espaço para eventos, além de uma equipe multiprofissional com estudantes e técnicos das áreas de educação física e nutrição, para dar orientação aos usuários do programa.


SAÍBA MAIS

Renda garante sustento de mulheres de Orobó nos tempos de seca


Com a ajuda de profissionais da moda, as artesãs estão fazendo peças mais sofisticadas e ganhando espaço no mercado; feiras francesas ensinaram frivolité às agricultoras

Da Redação do pe360graus.com
Nossa Senhora da Conceição é padroeira de 20 municípios pernambucanos. Um deles é Orobó, no Agreste do Estado. Nesta terça-feira (8) é feriado na cidade, mas muitas pessoas trabalham normalmente. No local, como em outras em cidades do interior, os moradores vivem do que plantam, mas outra atividade ganha espaço quando falta chuva: a renda.

Com a ajuda de profissionais da moda, as mulheres de Orobó estão fazendo peças sofisticadas. Uma delas é a artesã Helena Josefa da Silva, que, além de cuidar da casa, das plantas e dos animais no sítio, se distrai pedalando a velha máquina de costura ou fazendo renda, tecendo com os próprios dedos, como se fossem agulhas. “Para onde eu vou é com o novelo, chego no banco e o gerente diz ‘chegou a mulher do frivolité’”, conta.

Assim como a dona Helena, as mulheres da comunidade rural de Caiçaras são guardiãs de uma arte que veio de longe. A renda frivolité chegou à paisagem árida do Agreste pernambucano trazida pelas freiras francesas que tinham um colégio na região.

As mulheres aprenderam bem e são rápidas no jogo com a linha e as mãos. Com movimentos diferentes, elas criam uma infinidade de formas. Dona Rosa Antônia Pereira, que é agricultora, foi uma das primeiras a aprender e ensinou para todas as interessadas que encontrou. “Chamei as colegas e fomos lá. O modelo é a gente que cria, vendo”, diz.

Ao lado de dona Rosa estão a filha dela, Josefa Pereira de Oliveira, e a neta, também Rosa, que se dedicam a fortalecer a tradição do frivolité. “Ainda vai chegar uma bisneta que vai se criar e eu vou ensinar a ela também”, afirma dona Rosa.

Josefa é uma das coordenadoras da associação que reúne 30 artesãs da comunidade, gente que busca no talento um jeito de reforçar o orçamento da família, já que, durante boa parte do ano, a seca não deixa plantar. “Esse projeto ajudou a gente a ganhar um dinheirinho, se não fosse a associação não teria como”, diz Josefa Pereira de Oliveira.

Se não fosse este grupo, a renda francesa frivolité já teria desaparecido do Agreste de Pernambuco. Fazer desta tradição a vocação capaz de prepará-las para o futuro, sem que precisem deixar o lugar onde nasceram, é o principal desafio deste projeto, que consegue aproveitar o que elas sabem fazer melhor, além de dar uma nova roupagem ao artesanato, de olho nas tendências do consumo.

As artesãs foram preparadas para entrar no mercado, explica o estilista Eduardo Ferreira. “A renda se adapta perfeitamente a moda praia, lingerie, jeans, a aplicabilidade do frivolité é perfeita, super adequada em diversos segmentos da moda”, explica.

Eduardo Ferreira foi um dos profissionais que ajudaram as agricultoras a criar uma nova coleção de roupas enfeitadas com rendas. As peças ficaram refinadas: ganharam nervuras e babados. A velha tradição deu mais beleza a roupas contemporâneas e seguem uma tendência internacional que valoriza a moda artesanal. “Elas ficavam fazendo produtos que não são mais aceitáveis, não estavam vendendo e não entendiam por que”, explica Luciene Torres, do Centro Pernambucano de Designer.

Os pequenos detalhes feitos à mão valorizam a roupa. Antes elas demoravam semanas para fazer passadeiras e forros de mesa e ganhavam muito pouco pelo trabalho. “Quero chegar no mercado internacional, Deus sabe se a gente vai chegar lá”, diz a artesã Damiana Lima. “Eu quero continuar aprendendo”.

Municípios recebem selo da Unicef e são premiados com ônibus escolares


Foram premiadas 21 cidades do interior de Pernambuco, reconhecidas por projetos bem sucedidos para crianças e adolescentes; convênio vai melhorar saneamento até 2010

Da Redação do pe360graus.com






Na Semana Estadual da Criança e do Adolescente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Governo do Estado dão boas notícias aos estudantes de municípios do interior: 21 municípios conquistaram o selo do Unicef e receberam ônibus escolares.

O selo é um certificado de qualidade que premia as administrações municipais que apresentaram projetos bem-sucedidos direcionados às crianças e aos adolescentes. “Se mede como está a situação do município no início e no final, os que avançarem têm esse reconhecimento”, explica o coordenador do Unicef Márcio Carvalho (foto 3).

A solenidade começou com a apresentação de meninos e meninas do Conservatório Pernambucano. Os municípios premiados foram Agrestina, Arcoverde, Bezerros, Bom Jardim, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Caruaru, Casinhas, Chã de Alegria, Correntes, Granito, Itacuruba, Limoeiro, Orobó, Pedra, Pesqueira, Petrolândia, Riacho das Almas, Salgueiro, São Caetano e Venturosa. As cidades de Santa Cruz, Moreilândia, Parnamirim e Bodocó também receberam ônibus escolares porque se destacaram na redução da mortalidade infantil e materna.

Apesar da doação dos ônibus, transporte escolar de qualidade no interior do Estado, principalmente nas zonas rurais, ainda está longe de atender a todos os alunos. “Temos situações que infelizmente o próprio ônibus não chega”, observa o secretário de Educação, Danilo Cabral (foto 4). “Mas o Ministério da Educação está fazendo estudos para desenvolver um protótipo de transporte escolar que atenda todos os municípios”.

Durante a solenidade, outros convênios foram firmados com o Unicef. O governador Eduardo Campos lançou também um projeto para beneficiar, até o fim do próximo ano, todas as escolas públicas de Pernambuco, municipais e estaduais. “Nossa meta é que escolas do estado, até 2010, tenham solução de água, saneamento, cozinha, nos moldes que devem ser”, afirmou o governador Eduardo Campos. “Os municípios receberão do Estado o projeto para suas escolas terem a solução e eles poderem tomar providências”.

Escolas ganham plano de saneamento básico

Publicado em 20.10.2009, às 08h05
Do Jornal do Commercio

Mais de 6 mil escolas públicas municipais e estaduais serão ligadas a redes de esgoto e abastecimento d’água, oferecendo aos alunos banheiro e cozinha de acordo com as normas sanitárias. O Governo do Estado lançou o Plano de Universalização do Saneamento da Rede Escolar ontem, para marcar a recém-instituída Semana da Criança e do Adolescente. Em até dois anos, todos os projetos serão entregues às escolas, porém o Estado só garantirá o serviço nas 1.105 instituições sob sua gestão. No próximo ano, algumas escolas já começam a ser contempladas. Os municípios precisarão batalhar para executar as obras.

De acordo com levantamento das Secretarias de Educação e de Recursos Hídricos de Pernambuco, feito a partir de dados do Censo Escolar 2008, 70% das 8.495 escolas públicas precisam de intervenção. Dessas, 6.681 necessitam implantar ou recuperar o sistema de esgotamento sanitário. São 5.011 as que demandam reparo ou construção de sistema de abastecimento d’água e 504 as que carecem de cozinha.

Mas a situação se agrava quando se trata de acesso a banheiro. Nada menos que 1.476 escolas não possuem esse equipamento dentro de seus prédios, sendo que apenas 40 são estaduais. Ou seja, 1.436 colégios municipais ainda não têm a garantia de que seus alunos contarão com esse serviço básico. “Apenas 20% das escolas têm algum acesso a saneamento. Isso não é quadro para existir no século 21”, disse o secretário de Recursos Humanos, João Bosco Almeida.

Para o diagnóstico dos problemas dos municípios, o Estado investirá R$ 7 milhões. Mas a execução do serviço deve custar R$ 420 milhões. Prefeitos deverão buscar linha de crédito com o governo federal para obter a verba. As primeiras obras nas unidades estaduais, por sua vez, começam ainda em 2010.

Durante o lançamento do plano, ontem, na sede do governo estadual, 25 municípios saíram com a certeza de que, no transporte escolar, os alunos serão beneficiados imediatamente. Cada um recebeu um ônibus para transportar os estudantes. Quatro dessas cidades – Bodocó, Moreilândia, Parnamirim e Santa Cruz, todas no Sertão do Araripe – receberam o veículo por terem atingido metas de combate à mortalidade infantil e materna em 2008.

Os outros 21 municípios foram premiados com ônibus por terem obtido o Selo Município Aprovado, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A comenda agracia as prefeituras que mais contribuíram para melhorar a vida de crianças e adolescentes entre 2007 e 2008. “Esse reconhecimento nos motiva e encoraja”, disse o prefeito de Orobó, no Agreste, Manoel João dos Santos Filho. O Unicef anunciou, no evento, que estão abertas as inscrições para o período 2009/2012 do Selo Município Aprovado.

Para estudantes como Lindinês dos Santos, 14 anos, de Bonito, no Agreste, o ônibus vai acabar com as caminhadas diárias até a Escola Municipal Tancredo Neves. “Moro longe do colégio e ia caminhando. Agora, vai ser muito mais fácil chegar lá”, crê.

Na solenidade de ontem, o governador Eduardo Campos e os prefeitos do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes também assinaram protocolo de intenções para o projeto Saber Notificar para Bem Cuidar. A iniciativa é do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social junto com o Unicef, com objetivo de fortalecer os sistemas de notificação de casos de violência contra crianças e adolescentes. “É a partir dessas informações que se montam as políticas de enfrentamento e se acompanham os casos de violência”, frisou o governador.

O anjo do sertão

A equipe de produção do Domingão do Faustão encontrou uma história exemplar! Neste
início do ano, nada melhor do que conhecer a vida de um sertanejo que venceu na vida e hoje ajuda a quem precisa. Nerivaldo Lira Alves foi adotado quando criança, em Orobó, no sertão de Pernambuco. Com 11 anos convenceu o pai a vender a fazenda e com a parte dele montou uma quitanda, mostrando seu empreendedorismo precoce. Mas faliu e, com 14 anos, foi morar no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, com a irmã.



Ele trabalhou como faxineiro e office boy, até que tentou o vestibular para advocacia. Formado, Nerivaldo virou um advogado de sucesso e hoje ele ajuda as pessoas do lugar de onde veio. Há quatro anos, ele criou uma ONG chamada Amigos do Sertão Nordestino, que já beneficiou oito mil crianças! Nerivaldo adotou as quatro escolas onde estudou e oferece atualização para os professores. Ele já gastou mais de 300 mil reais neste projeto, que também conta com biblioteca e cinema itinerante. “O brasileiro tem um potencial incrível. Eu quero transformar o coração das pessoas através da educação”, concluiu Derivaldo.
ESTADO DE PERNAMBUCO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
Legislatura 16º Ano 2008


Requerimento Nº 2669/2008



Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas às formalidades regimentais, que seja encaminhado um Voto de Pesar pelo falecimento da Ilma. Sra. Severina Bezerra da Silva, Vereadora do Município de Orobó, conhecida por todos como Vereadora Tiva.

Da decisão desta Casa e do inteiro teor desta proposição dê-se conhecimento ao Ilmo. Sr.Cipriano Orlando Bezerra, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, com endereço na Rua Dom Sebastião Leme, nº 43, Centro, Orobó/PE, CEP- 55.745-000, Ilmo. Sr. João Cipriano, Presidente da Câmara de Vereadores de Orobó, com endereço na rua Dom Sebastião Leme, S/n, Centro, Orobó/ PE, CEP: 55.745-000, e ao Ilmo. Sr. José Francisco da Silva, Presidente do PT de Orobó, com endereço na Praça Coronel Abílio, nº 06, Centro, Orobó/ PE, CEP- 55.745-000.

Justificativa

Pernambuco perdeu uma grande Vereadora no último sábado, 1º de novembro de 2008, com o falecimento de Severina Bezerra da Silva, ou “Tiva”, como era conhecida, vítima de um câncer que combatia há 16 anos.

A Vereadora Petista estava em seu terceiro mandato pelo município de Orobó, município que guardava em seu coração a quem devotava com todo empenho de sua luta e de sua atuação parlamentar.

Tiva foi uma das primeiras mulheres a assumir cargo legislativo municipal, trazendo a experiência sindical, a sensibilidade feminina e a determinação própria das pessoas que com fé e coragem enfrentam os desafios da vida.

Ante o exposto, solicito dos meus ilustres pares a aprovação deste requerimento, a esta corajosa mulher que tanto lutou pela população de Orobó.

Teresa Leitão
Deputada

CRISE EM CHINÊS SIGNIFICA OPORTUNIDADE

O que Fazer Nesta Crise?

Toda crise tem sete fases.

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema, mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave, mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave, mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se, quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar “que esta crise é igual ou pior que a de 1929”, como vários já falaram, ou escrever no jornal “as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco, mas não o seu emprego.

Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.

Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.

Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.

Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente, se for notícia ruim.

Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram, mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na “alta”.

Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que “não pegou”. Problema a menos.

Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.

Nosso Banco Central adotou o que venho alertando há anos a países e famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.

Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado.

Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Stephen Kanitz

Calor do sol pode tratar a água usada para beber no semi-árido nordestino

Uma tecnologia simples e barata está melhorando a qualidade da água consumida no interior de Pernambuco. O processo de desinfecção usa os raios do sol para acabar com as impurezas.

Num sítio em Orobó, no Agreste, a merendeira Rosinete Barbosa e a filha abastecem a família com água que elas recolhem de garrafas com líquido cristalino, em vez daquele barrento e com gosto de sal que é tão comum na região.

Cerca de 75% das famílias de Orobó vivem na área rural, um pedaço do semi-árido nordestino onde água é sinônimo de escassez. Não existe rede de abastecimento e os moradores cavam postos e armazenam a água da chuva em reservatórios quase sempre sem tratamento.

A tecnologia alternativa usada por Rosinete começa a mudar essa história. Dezenas de famílias já aprenderam a aproveitar um recurso que tem de sobra na região para tratar a água: o processo chamado de desinfecção solar usa o calor do sol.

O método foi divulgado por uma organização não-governamental da Suíça. “Exposta ao sol, a água vai aquecer e assim morrem os microorganismos, já é comprovado cientificamente. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde já divulga esse método nos países onde há carência de água tratada”, explica Tânia Barracho, representante da ONG.

A agricultora Maria Eliete do Nascimento explica como se faz: ela põe a água da cisterna em garrafas transparentes e deixa debaixo do sol durante seis horas sobre um plástico preto, que serve para absorver melhor o calor.

Nos dias mais quentes, a água chega a ferver. “A gente toma a água e fica com saúde, não tem mais doenças que vem da água”, ela conta.

O método também está sendo usado nas escolas rurais. A lição de casa dos estudantes é ensinar aos pais como tratar a água. “Tem que tratar a água direto, senão dá dor de barriga e dor de cabeça”, ensina um aluno.

“Certamente, a gente vai ter uma melhoria na qualidade de vida das pessoas, diminuindo a incidência de doenças comuns, como parasitoses e hepatites”, aprova a médica Carla Moriel